O que são cosméticos Cruelty Free e 15 marcas que seguem a tendência

Laura Leal

Teste de Cosméticos Cruelty Free em coelhos

Recentemente, o curta-metragem animado denominado “Save Ralph” (Salve o Ralph), recebeu uma grande repercussão pelo mundo ao mostrar a crueldade sofrida pelos animais durante o processo de testes para a formulação de produtos de beleza.

Neste texto, trabalharemos o conceito por trás da palavra, qual a sua importância, quais as diferenças entre um produto ser vegano, natural e Cruelty Free, marcas que não testam em animais e muito mais.

  • O que significa Cruelty Free e no que consiste um produto desse tipo?

Em uma tradução livre, o termo significa “sem crueldade” ou “livre de crueldade”. Dessa forma, ao falarmos do movimento Cruelty Free, estamos falando de um movimento que visa cessar todos os testes em animais em indústrias como as de cosméticos, higiene e produtos de limpeza. Ademais, para um produto ser considerado 100% Cruelty Free, é necessário que nem o produto final, nem os ingredientes apresentem nenhuma etapa vinculada a testes em animais.

  • O processo de testes em animais.

Quando falamos sobre testes em animais, um erro é comumente cometido: o compreendimento do processo. Ao pensarmos sobre testar cosméticos em animais podemos imaginar algo muito ilusório, como:

  • Teste de blush: Passar a maquiagem pronta no animal, igual quando passamos em casa, e observar se existiu alguma reação.
  • Teste de esmalte: Passar o esmalte na unha do coelho e analisar as possíveis reações.
  • Teste de shampoo: Dar um banho no cachorro e verificar a resposta do organismo durante o processo.

Mas na realidade, o processo não é tão simples e respeitoso. Durante o real método de experimento, um produto não é testado superficialmente no animal, mas sim internamente. Para explicar a situação melhor, separamos alguns exemplos de como realmente são as técnicas de experimento:

  • Teste de irritação ocular: Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais, causando séria queimação, irritação e dor. Além de serem colocados clipes nas pálpebras para manter os olhos abertos, assim evitando que os animais consigam remover a substância dos olhos ou diminuir seu desconforto.
  • Teste de irritação cutânea: As substâncias são aplicadas diretamente à pele, que é previamente raspada e coberta com esparadrapo ou outro tipo de proteção, para que o animal não lamba a área afetada.
  • Teste de fototoxicidade: Segue o mesmo princípio do teste anterior, mas, após o produto ser aplicado, o animal é exposto a uma quantidade de raios ultravioleta. A fim de descobrir se existe algum perigo se exposto ao sol.
  • Teste DL-50/ Teste de toxicidade: Neste teste, o animal é forçado a inalar ou ingerir, através de um tubo que vai da boca ao estômago, substâncias químicas, a fim de descobrir a dose máxima não letal.

Desse modo, podemos perceber que o percurso dos testes em animais não é um processo ético nem humanizado, além de não permitirem o uso de anestésicos durante os procedimentos. Caso queira saber um pouco mais sobre o processo, é possível encontrar alguns vídeos no Youtube, como os produzidos pela Lush Cosmetics North America e pela VICE News (ATENÇÃO: Contém cenas fortes).

  • Produtos que não testam em animais têm garantia de qualidade?

Primeiramente, um fator para se deixar claro é que substituir os testes em animais não significa colocar em risco os consumidores humanos.  Uma vez que, os novos métodos, na realidade, melhoraram a qualidade dos testes sem a necessidade de maltratar os animais.

Separamos dois exemplos de experimentos que podem substituir os atuais, além de dados comprovando a sua eficácia e importância.

  1. Modelo de cultura de células: Quase todo tipo de célula humana e animal pode ser cultivada em laboratório. Sendo estas usadas para criar pequenos ‘órgãos em chips’, que podem ser usados ​​no lugar de animais para estudar processos biológicos e de doenças, bem como o metabolismo de drogas.
  2. Modelos de computador: Já existem modelos de computador do coração, pulmões, rins, pele, sistema digestivo e músculo-esquelético. Eles podem ser usados ​​para conduzir experimentos virtuais com base em informações existentes e dados matemáticos.
  3. Dados: Os testes brutos de alergia cutânea em cobaias e camundongos apenas predizem reações humanas em 72% e 82% das vezes, respectivamente. Mas uma combinação de química e métodos alternativos baseados em células foi mostrado para prever com precisão as reações humanas em mais de 90% das vezes.
  4. Prêmio Nobel: O Prêmio Nobel de Química 2013 foi dado a Martin Karplus, Michael Levitt e Arieh Warshel, cientistas que conseguiram usar a física quântica para simular processos químicos no computador.

Apesar dos avanços científicos estarem cada vez mais buscando e provando que os testes em animais podem ser substituídos de maneira eficaz, ainda se tem grandes empecilho para que o movimento Cruelty Free se torne algo difundido pelo mundo. Um exemplo destes empecilhos é a burocracia empresarial e estatal, onde empresas e governos ainda exigem altas quantidades de testes em animais antes de comercializarem. Pensando em otimizar esse processo, diversos grupos buscam trabalhar fortemente com os governos mundiais, como é o exemplo da equipe científica da Cruelty Free International.

Segundo uma pesquisa realizada pela fundação Cruelty Free International, pelos menos 92,1 milhões de animais foram usados ​​para fins científicos em todo o mundo em 2015. Já em 2018, segundo a Coligação Europeia para o Fim das Experiências em Animais, cerca de 115 milhões de animais foram usados em pesquisas.

Ainda relacionado com a primeira pesquisa, a fundação desenvolveu um ranking dos 10 países que, até o momento da pesquisa, mais testavam em animais. Sendo eles: China (20,5 milhões), Japão (15,0 milhões), Estados Unidos (15,6 milhões), Canadá (3,6 milhões), Austrália (3,2 milhões), Coréia do Sul (3,1 milhões), Reino Unido (2,6 milhões), Brasil (2,2 milhões), Alemanha (2,0 milhões) e França (1,9 milhões), nessa ordem.

Todavia, esses dados e até mesmo a concepção da necessidade de testes animais, estão mudando, tanto na concepção individual dos consumidores, como de órgãos do governo. Um exemplo desse fenômeno, seria o fato da China, país apontado anteriormente como o que mais testava em animais, ter encerrado os testes em animais para cosméticos comuns importados.

Ainda tem-se um caminho muito longo a ser percorrido para que os testes em animais, para fins de pesquisa de cosméticos, acabem no país. Todavia, sem sombra de dúvidas, esse foi um passo significativo para o mundo e a proteção dos animais.

  • Como identificar um produto Cruelty Free?

Uma das questões que mais atrapalha o consumidor na hora da compra é descobrir se o produto ou marca em questão é realmente Cruelty Free. Como citado no início, para um produto se encaixar na categoria, ele não pode ter envolvimento com teste em animais. Pensando em melhor levar essas informações aos clientes, foram criados os Selos Cruelty Free. Atualmente, existem três grandes selos internacionais certificados: Leaping Bunny, Peta Approved e Not Tested On Animals.

Selos Cruelty Free

Se um produto não contém os selos oficiais, recomenda-se que busque a empresa na lista do Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) ou do PEA (Projeto Esperança Animal). Caso ainda não encontre, tente entrar em contato com a empresa (não esqueça de ficar atento aos testes dos ingredientes e do produto final). A fim de ajudá-los, nós separamos dois tópicos com informações de algumas marcas.

  • Marcas famosas que testam em animais

Muitas vezes, compramos produtos sem nem pensar na questão do maltrato animal, além de comprarmos de marcas famosas que nem imaginamos estarem associadas a tamanha crueldade. Pensando nisso, separamos 3 listas de marcas para ter maior atenção na hora de comprar.

  • Cuidados capilares:

– L’ORÉAL PARIS

– PANTENE

– PALMOLIVE

– MONANGE

– HEAD & SHOULDERS

  • Maquiagem

– MAC

– MARY KAY

– NARS

– MAYBELLINE NEW YORK

– BENEFIT

  • Skin Care

– LA ROCHE-POSAY

– VICHY

– NEUTROGENA

– NEOSTRATA

– CLINIQUE

*Para mais informações sobre marcas que testam em animais: confira o Instagram @dicasdebeleza_crueltyfree

  • Marcas que não testam em animais

Apesar de muitas lojas de renome estarem envolvidas com experimentos em animais, como as citadas anteriormente, novas lojas estão surgindo cada vez mais para quebrar com esse hábito e apresentar produtos de qualidade. Desse modo, separamos algumas marcas, populares e não populares, para que possamos buscar comprar produtos éticos e de excelência.

  • Cuidados Capilares

– SKALA COSMÉTICOS

– INOAR

– DABELLE

– LOLA COSMETICS

– SALON LINE

  • Maquiagem

– E.L.F COSMETICS

– ESSENCE COSMETICS

– VIZZELA COSMÉTICOS

– DAILUS

– DALLA MAKEUP

  • Skin Care

– SALLVE

– NUPILl

– DAHUER LABORATÓRIO

– QUINTAL DERMOCOSMÉTICOS

– CREAMY

*Para mais informações sobre marcas cruelty free: confira o Instagram @dicasdebeleza_crueltyfree

  • Cosméticos Veganos x Cruelty Free x Naturais

Por fim, um último fator que é importante de comentar: a confusão entre produtos veganos, não testados em animais e os naturais. A fim de evitar qualquer compra errônea, é importante entender a diferença entre eles.

  1. Um produto vegano, consiste no não envolvimento com exploração animal em nenhuma vertente. Isto é, não apresentam ingredientes de origem animal na sua formulação, além de não estarem envolvidas com testes em animais.
  2. Um produto Cruelty Free, como dito anteriormente, está relacionado com o não teste em animais. Mas isso não significa que não apresentam insumos de origem animal em seu desenvolvimento.

Os Cosméticos Naturais, estão ligados à composição do produto. Um cosmético natural deve apresentar, em sua formulação, 5% de ingredientes orgânicos e 95% de ingredientes naturais, além da não presença de aditivos químicos. Desse modo, podem estar ligados a ingredientes naturais de origem animal e apresentar, ou não, experiências em animais durante seu processo.

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