10 Curiosidades Sobre a Água que Você Consome

10 Curiosidades Sobre a Água que Você Consome

Fernanda Reis

garrafa de água

A água não é apenas um líquido constituído de dos elementos hidrogênio e oxigênio na proporção dois para um, ela também pode dissolver uma ampla variedade de substâncias, que vão conferir a água suas características peculiares.
A água é essencial para a vida tanto para nos manter vivos como também, para que possamos realizar nossas atividades rotineiras como cozinhar, limpar além de ser usada para produzir muitos objetos que usamos todos os dias.
Por ser algo tão fundamental em nossas vidas não sabemos que ela pode transmitir doenças que poderiam acarretar a morte, mas calma que nós químicos estudamos seus parâmetros para que a água que chega na sua casa não faça nenhum mal a sua família.
Nem passa pela cabeça quais seriam esses parâmetros e como são medidos. A da água potável tanto para abastecimento como para produção podem variar de acordo com a região. Então entra a necessidade realizar uma análise de água para averiguar se está própria para consumo e produção ou se necessita de algo para que fique própria.

A análise de água é realizada por químicos, a partir dela se analisa características físicas, químicas e biológicas da água. Cada uma dessas características possui parâmetros a serem seguidos para cada função na qual será usada.

Desde pequenos aprendemos sobre alguns aspectos da água para saber se poderíamos bebê-la ou não, como cor e odor, questões mais superficiais. Mas existem muitas outras coisas que precisam ser avaliadas e levadas em conta para que você possa consumir a sua água do dia a dia.

Trago aqui curiosidades sobre a água consumida.

A Água No Mundo
Quanto de água ainda temos no mundo para consumir?
Apenas 3% da água do mundo é doce. Deste total 70% está na forma de gelo ou no solo. A água potável, ou mesmo água doce disponível na natureza, é bastante restrita, cerca de 97,61% da água total do planeta é proveniente das águas dos oceanos.

Apenas 2,4% da água é doce sendo esses 2,4% divididos no seguinte modo, 2,08% representam calotas polares e geleiras, água subterrânea 0,29%, água doce de lagos 0,009%, água salgada de lagos 0,008%, água misturada no solo 0,005%, rios 0,00009% e vapor d’água na atmosfera 0,0009%.

Diante desses percentuais de água potável, somente 0,02% está disponível em lagos e rios que abastecem as cidades e pode ser consumida.

Desse restrito percentual, uma grande parcela encontra-se poluída, diminuindo ainda mais as reservas disponíveis.

A água doce no Brasil
12% da água doce do mundo está no Brasil. O país é privilegiado por seus aquíferos, que armazenam a água no solo.
De acordo com a Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), esse percentual representa o dobro de todos os rios da Austrália e da Oceania, sendo superior em 42% do que o da Europa e 25% maior do que os do continente africano.
Os cinco rios mais importantes para a vida do brasileiro: Rio Amazonas, Rio São Francisco, Rio Tocantins, Rio Paraná e o Rio Tiête.


O maior aquífero do mundo se encontra no Brasil.
O Aquífero do Guarani é um imenso aquífero que abrange partes de quatro países, Argentina Paraguai, Uruguai e,
principalmente, Brasil. Ele se estende por uma área média de 1,2 milhão de km2 e reserva, aproximadamente, 45 mil
quilômetros cúbicos de água.

O desperdício
Em São Paulo, os vazamentos nas redes de distribuição geram desperdício de 980 bilhões de litros de água por ano,
em média, 30% da água tratada no município. Em Nova York são perdidos 13 trilhões.
Uma torneira que goteja a cada segundo pode vazar três mil litros em um ano.

A ÁGUA DE CASA
Para que a sua água de casa esteja própria para consumo ela segue alguns dos seguintes parâmetros analíticos. Há outros e maiores detalhes destes. 
1- Cor
A cor da água é proveniente da matéria orgânica como, por exemplo, substâncias húmicas, taninos e por metais  como ferro e manganês e resíduos industriais fortemente coloridos. E da absorção dos comprimentos de onda da luz.

A cor, em sistemas públicos de abastecimento de água, é esteticamente indesejável.
Porém qual é a cor da água?
A água tem uma coloração levemente azulada, em um copo nos a vemos incolor, mas quando observamos águas profundas de rios e mares elas possuem a coloração “Certa”.
A água não é capaz de emitir qualquer tipo de radiação visível, somente absorvê-la ou refleti-la.

É por isso que dizemos que a água é uma fonte secundária de luz. Essa propriedade indica que a cor da água depende da luz que incide sobre ela.

Portanto, se a luz branca percorrer distâncias consideráveis no meio aquoso, esse meio apresentará tons azulados,
devido à absorção das cores laranja e vermelho. Assim vemos a água transparente no copo de vidro.
Já no âmbito da cor proveniente da matéria orgânica é de fundamental importância que seja realizada a sua medição. Visto que, água de cor elevada provoca a sua rejeição por parte do consumidor e o leva a procurar outras fontes de suprimento muitas vezes inseguras.
A Portaria MS no 2.914/2011 estabelece para cor aparente o Valor Máximo Permitido de 15 (quinze) uH como
padrão organoléptico para consumo humano.

2- Turbidez

A turbidez pode ser definida como uma medida do grau de interferência à passagem da luz através do líquido. É por conta da turbidez que a água tem aparência diferente. A alteração à penetração da luz na água decorre da presença de material em suspensão, sendo expressa por meio de unidades de turbidez (também denominadas unidades de Jackson ou nefelometrias).
Grande parte das águas de rios brasileiros é naturalmente turva em decorrência das características geológicas das bacias de drenagem, ocorrência de altos índices pluviométricos e uso de práticas agrícolas muitas vezes inadequadas.
A turbidez natural das águas está, geralmente, compreendida na faixa de 3 a 500 unidades.
Para fins de potabilidade, a turbidez deve ser inferior a uma unidade.
Tal restrição fundamenta-se na influência da turbidez nos processos usuais de desinfecção, atuando como escudo aos microrganismos patogênicos e assim minimizando a ação do desinfetante.

3- Transparência
A transparência da água é um parâmetro diretamente associado à turbidez a qual é usada principalmente no caso de lagos e represas.
A transparência é medida mergulhando-se na água um disco de aproximadamente 20 cm de diâmetro (disco de
Secchi, em homenagem a seu inventor, um naturalista italiano) e anotando-se a profundidade de desaparecimento.
Lagos turvos apresentam transparências reduzidas, da ordem de poucos centímetros até um metro, enquanto em lagos cristalinos a transparência pode atingir algumas dezenas de metros.


4- Sólidos Totais
A presença de sólidos totais na água está associada ao parâmetro de turbidez, embora eles não sejam absolutamente equivalentes.
Uma pedra, por exemplo, colocada em um copo de água limpa confere àquele meio uma elevada concentração de sólidos totais, mas sua turbidez pode ser praticamente nula.

Os sólidos em água podem estar distribuídos da seguinte forma:

Sólidos totais, podem ser classificados em sólidos em suspensão ou dissolvidos.

Os sólidos em suspensão podem ser sedimentáveis ou não sedimentáveis

Já os sólidos dissolvidos podem ser voláteis ou fixos.

Sólidos em suspensão podem ser definidos como as partículas passíveis de retenção por processos de
filtração.


Sólidos dissolvidos são constituídos por partículas de diâmetro inferior a 10-3 μm e que permanecem em
solução mesmo após a filtração.


O padrão de potabilidade refere-se apenas aos sólidos totais dissolvidos (limite: 1000 mg/l), já que essa
parcela reflete a influência de lançamento de esgotos, além de afetar a qualidade organoléptica (características
que podem ser percebidas pelos sentidos humanos) da água.

5- Alcalinidade
A alcalinidade indica a quantidade de íons na água que reagem para neutralizar os íons hidrogênio.

Constitui, portanto, uma medição da capacidade da água de neutralizar os ácidos, servindo assim para expressar a capacidade de tamponamento da água, isto é, sua condição de resistir a mudanças do pH.

A distribuição entre as três formas de alcalinidade (bicarbonatos, carbonatos, hidróxidos) é dada em função do seu pH.

Valores elevados de alcalinidade estão associados a processos de decomposição da matéria orgânica e à alta taxa
respiratória de microrganismos, com liberação e dissolução do gás carbônico (CO2) na água.

A maioria das águas naturais apresenta valores de alcalinidade na faixa de 30 a 500 mg/L de CaCO3.


6- Acidez


A acidez, em contraposição à alcalinidade, mede a capacidade da água em resistir às mudanças de pH causadas pelas bases. Ela decorre, fundamentalmente, da presença de gás carbônico livre na água.

De maneira semelhante à alcalinidade, a distribuição das formas de acidez também é função do pH da água.


Águas com acidez mineral são desagradáveis ao paladar, sendo então, desaconselhadas para abastecimento
doméstico.

7- Dureza

A água pode ser dura ou mole, como assim? A dureza está relacionada a à quantidade de bicarbonatos, carbonatos, sulfatos ou cloretos de cálcio e magnésio dissolvidos nela. Ou seja, quanto maior a quantidade desses sais
dissolvidos na água, mais dura ela é considerada.
Águas duras são muito comumente distribuídas nas torneiras dos mineiros, como nas cidades do vetor norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Vespasiano, Lagoa Santa, Confins, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Sete Lagoas, dentre outras).
Alguns contratempos e complicações que os usuários de água dura enfrentam rotineiramente:
• Manchas em roupas, vasilhas, outros acessórios e utensílios lavados com água da torneira não tratada;
• Excesso de ressecamento da pele e dos cabelos, ocasionados pelo banho com água calcária;
• Entupimento de canos, chuveiros, torneiras e conexões hidráulicas causado pela precipitação dos sais de cálcio
e magnésio, principalmente em águas quentes;
• Corrosão acelerada de componentes elétricos.
Por onde a água dura passa, menor se torna a vida útil de equipamentos, canos e aparelhos. Seus resíduos se solidificam e acabam por desgastá-los.
Pode parecer um problema muito sério e complicado de se resolver, porem não é tanto assim, ficar de olho com análises e tratando a água das torneiras pode minimizar esses problemas

8- pH
O potencial hidrogeniônico (pH) representa a intensidade das condições ácidas ou alcalinas do meio líquido por
meio da medição da presença de íons hidrogênio (H+).

É calculado em escala antilogaritma, abrangendo a faixa de 0 a 14 (inferior a 7: condições ácidas; superior a 7: condições alcalinas).

As alterações de pH podem ter origem natural (dissolução de rochas, fotossíntese) ou antropogênica (despejos
domésticos e industriais).

A acidificação das águas pode ser também um fenômeno derivado da poluição atmosférica, mediante complexação de gases poluentes com o vapor d’água, provocando o predomínio de precipitações ácidas, as famosas chuvas acidas.

Em águas de abastecimento, baixos valores de pH podem contribuir para sua corrosividade e agressividade,
enquanto valores elevados aumentam a possibilidade de incrustações.

À medida que envelhecemos, nós vamos nos acidificando. Quanto mais substâncias ácidas nós ingerimos, pior
para nós. Para se desenvolver, o câncer precisa de um ambiente ácido.

Um sangue com pH de 7,45 contém 65,9% mais oxigênio que um sangue com pH 7,3. À medida que eu aumento minha alcalinidade no corpo, eu aumento minha concentração de oxigênio. Quando o pH cai para abaixo de 7,27, há um aumento de 100x no estímulo na destruição óssea, o que promove osteoporose.

A Portaria no 2.914/2011 do Ministério da Saúde recomenda que o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5 no sistema de distribuição.

9- Cloretos

Cloreto é o mais comum ânion inorgânico encontrado em águas e efluentes. Sua concentração depende de fatores geológicos e geográficos. Em regiões montanhosas de rocha primitiva os cloretos ocorrem geralmente em baixas concentrações, enquanto em regiões
costeiras as concentrações são mais altas.

O limite de 250 mg/l de cloreto foi fixado para o fornecimento de água potável, pois este é o nível a partir do qual a água passa a ter sabor salgado, quando o sódio é o cátion correspondente.

Quando cálcio ou magnésio são os cátions correspondentes, um limite de até 1000 mg/l pode ser tolerado sem
gosto salgado.

10- Cobre
O Cobre é um elemento vital para os seres humanos, uma ingestão diária de 2 mg tem sido recomendada para indivíduos adultos. Concentrações acima de 1 mg/l Cu são raramente encontradas.

Em muitos prédios antigos os canos ainda são de cobre, com o passar dos anos e com a sua oxidação, é possível que o cobre se misture a água durante o abastecimento. A determinação do teor de Cobre é um importante meio de monitoração da corrosão em sistemas de condensação e troca de calor.

Um limite de 0,3 mg/l foi estabelecido para o teor de Cobre em água potável. Teores de Cobre acima de 1 mg/l
conferem sabor desagradável a água e podem ser tóxicos para a vida aquática.

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